“Éramos 25 pessoas. Brincamos no lago, tomamos banho de cachoeira juntos, nos ajudamos, falamos besteira na beira da fogueira, cantamos… Tivemos duas rodas que chamamos de CNV (Comunicação Não Violenta), em que todos nós: os jovens há mais tempo e os jovens há menos tempo (pérola da querida Ana Alcântara) compartilhamos nossas dores pela conexão tão arranhada na vida familiar. Surpreendente as revelações e os pedidos por mais escuta, equivalência, reconhecimento, valorização e assim vai! Achei que o povo, especialmente os que têm menos tempo no planeta, não iria se entregar tanto. O poder estrutural e as jaulas que são os papéis de boa mãe, bom pai e bom filho/boa filha apareceram com força como limitantes da conexão gostosa, relaxada e presente.

Foi lindo ver e viver cada família tendo conversas significativas, profundas com uma escuta inédita. Uau, quanta coisa debaixo desse tapete!

Que surjam mais e mais oportunidades para famílias inteiras poderem atravessar esses muros de culpa, vergonha, isolamento e abandono que vivemos com quem a gente ama tanto! Que paradoxo esse. No final fizemos uma roda de apreciação e gratidão e só a bebê de um ano não chorou na sala. Abraços profundos, palavras de amor que vinham daquele lugar, onde mora a autenticidade da alma! Vivi muita conexão com
meu filho e meu companheiro e com gente de outras idades e histórias. No final as diferenças eram poucas e a vontade de abraçar era forte! Assim compartilho minha alegria, gratidão e celebração de ter apoiado o projeto Leella – integração familiar, nesse final de semana no Espaço Terra Luminous (que nos ajudou pela falta de sinal de celular e wi-fi) na parceria com meu lindo companheiro Glenn Nicholas Suba e meu eterno professor de CNV, meu filho Tom Maia.

Grata a Adriana Vieira e a Sandrine Fresnel pelo sonho compartilhado e por puxarem esse trem!” Fabiana Maia, mãe de Tom, 15 anos.